ISG Provider Lens™ Digital Banking Services - Core Banking Technology and Integration Services - Brazil 2023 (Portuguese)

13 Dec 2023
by Adriana Frantz, Gabriel Sobanski, Jan Erik Aase
$2499

A rápida evolução do setor bancário promove a inclusão financeira e alavanca a competitividade

A capacidade computacional de armazenamento, processamento e transmissão de dados tem crescido exponencialmente nos últimos anos. Isso se deve a uma série de fatores, incluindo o desenvolvimento de novas tecnologias, como a computação em nuvem e a inteligência artificial, e o aumento da demanda por dados. No âmbito bancário, esse avanço tecnológico reduziu o custo de transação que se materializou na facilidade dos clientes em migrar de um banco para outro, reduzindo as barreiras para novos entrantes.

O cenário de rápida transformação e menores custos de mudança favoreceram o surgimento de diversas fintechs ou bancos digitais, empresas que desenvolvem produtos financeiros totalmente digitais, nas quais o uso da tecnologia é o principal diferencial em relação às empresas tradicionais do setor. Essas empresas utilizam uma ampla gama de inovações, incluindo blockchain, plataformas de pagamento digital e em tempo real, e computação na nuvem, assim como inteligência artificial para melhorar a eficiência, acessibilidade e experiência do cliente, desafiando o modelo tradicional de serviços bancários e financeiros. Bancos digitais e fintechs têm uma nova proposta de valor com base em produtos atrativos, experiências simplificadas, agilidade e tarifas menores.

Paralelamente, o Banco Central do Brasil, desde 2005, começou a publicar relatórios e normativas para ampliar a concorrência e permitir a entrada de novos participantes no mercado financeiro. Em 2010, o BC promoveu um cenário de multiadquirência e de interoperabilidade nos serviços das adquirentes de cartões, o que permitiu a entrada de novos players com acesso às principais bandeiras disponíveis no Brasil. Esse foi mais um impulso para a proliferação das fintechs. Além disso, o Banco Central atuou para promover a democratização e a inovação dos produtos e serviços bancários no Brasil, como o lançamento do Pix, as iniciativas de Open Finance e o desenvolvimento de uma moeda nacional digital, como será detalhado adiante.

Com o aumento da concorrência das fintechs, os bancos incumbentes tiveram que recorrer à tecnologia para aprimorar seus processos e modelos de negócio e melhorar a experiência dos clientes. Muitos bancos  começaram a quebrar as barreiras internas entre negócios e tecnologia e optaram por novas plataformas de core banking e de pagamento mais responsivas. Outros optaram pela migração e modernização de seus sistemas legados para a nuvem na expectativa de ganhar agilidade e flexibilidade, o que lhes permitiriam atender às necessidades dos clientes.

Em um ambiente cada vez mais competitivo e em rápida evolução, muitos bancos estão recorrendo a um ecossistema composto por uma rede complexa de integradores de sistemas e plataformas, fornecedores de serviços e provedores de software para abrir caminho para que os bancos se tornem mais ágeis, alcancem maior eficiência e melhorem a experiência e fidelidade de seus clientes. 

Com esse ecossistema se tornando robusto no Brasil, tanto em termos de profundidade quanto de variedade de serviços, o ISG está realizando pela primeira vez no país o estudo denominado Digital Banking Services, cujo objetivo é avaliar a tecnologia e a capacidade de transformação de processos de negócios de fornecedores de serviços bancários digitais em três quadrantes: Core Banking Technology and Integration Services, Payment Modernization Technology Services e Banking Business Process as a Service. A seguir, são destacadas algumas tendências observadas no estudo deste ano. 

Pix

A jornada de inovação do Banco Central culminou em 2020 quando o BC construiu uma infraestrutura aberta de pagamentos instantâneos denominada Pix, uma plataforma neutra que dá acesso amplo aos usuários do ecossistema em igualdade de condições, resultando em maior competição ao mercado. Em pouco tempo, o Pix se popularizou como principal meio de pagamento entre brasileiros. Segundo o Banco Central, no mês de junho de 2023 foram realizadas mais de 3,3 bilhões de operações que totalizaram R$ 1,4 bilhões transacionados.

Os fornecedores de serviços foram muito importantes para que os bancos conseguissem desenvolver as funcionalidades do Pix e construir as integrações necessárias para executar as transações no tempo de resposta estabelecido, assim como implementar mecanismos robustos de segurança. A depender da agenda de 2023 do Banco Central para o Pix, muitas novidades ainda devem ser lançadas num futuro breve, como o Pix Automático para viabilizar pagamentos recorrentes e o Pix Internacional, que interliga o sistema de pagamentos instantâneos de vários países. Nesse cenário, os fornecedores de serviços continuarão fundamentais para orientar os bancos nessa jornada de pagamento instantâneo.

Open Finance

Outra inovação recente no setor bancário brasileiro é o Open Finance, um modelo de compartilhamento entre instituições de informações financeiras autorizadas pelo cliente com o objetivo de tornar o marcado financeiro mais aberto e acessível.

O Open Finance é mais uma das iniciativas do BC para aumentar a competição entre as instituições participantes, dado que elas podem oferecer produtos e serviços para os clientes de seus concorrentes. Com isso, espera-se a melhora da experiência dos clientes no uso de produtos e serviços financeiros.

Embora as dificuldades iniciais de implementação pareçam superadas, ainda são desafiadoras a complexidade técnica envolvida nos mecanismos de consistência dos dados para que sejam precisos e atualizados e a necessidade de rigorosos protocolos de segurança.

Outra barreira para o Open Finance deslanchar é a baixa adesão por parte dos clientes. Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o país totalizou cerca de 17 milhões de consentimentos em fevereiro de 2023. Enquanto o Pix é facilmente compreensível e traz benefícios concretos imediatos, o valor do Open Finance é menos evidente e deve demandar dos agentes envolvidos um esforço coletivo no sentido de explicar seus benefícios para torná-lo menos abstrato. Do lado dos bancos também não houve muitos avanços, pois boa parte está utilizando o Open Finance para conhecer melhor seus clientes, mas não se vê no mercado muitos casos de uso que monetizam os dados compartilhados e que demonstrem para os clientes benefícios reais.

Nos próximos anos, a tendência é que o Open Finance ganhe tração e torne o ambiente bancário ainda mais competitivo, levando os bancos a terem que se reinventar constantemente, incorporando novas tecnologias e oferecendo um serviço cada vez mais personalizado e diferenciado.

Drex – Real Digital

Os Bancos Centrais do mundo todo estão estudando, explorando e testando sistemas para emissão de suas moedas digitais (Central Bank Digital Currency – CBDC em inglês). De acordo com o Bank for International Settlements (BIS), 60% dos bancos centrais estão atualmente experimentando CBDCs.

O Banco Central do Brasil criou um grupo de estudos sobre o tema em 2020 e a partir dos resultados dessas discussões apresentou em 2021 as primeiras diretrizes para o desenvolvimento da moeda digital brasileira, recentemente batizada de Drex. Ao longo de 2022, o BC conduziu uma análise detalhada de potenciais casos de uso do Drex, por meio do LIFT Challenge Real Digital, em parceria com a Fenasbac.

Já em 2023, como resultado das lições aprendidas, o BC revisou as diretrizes para o desenvolvimento do  Drex em fevereiro e, a partir de março, iniciou os testes com uma plataforma-piloto. Nessa fase, serão testadas funcionalidades de privacidade e programabilidade por meio da implementação de um caso de uso específico, assim como um protocolo de entrega contra pagamento (DvP) de título público federal entre clientes de instituições diferentes, além dos serviços que compõem essa transação.

A expectativa é que, até o fim de 2024, o Drex esteja liberado para o público. Segundo o Banco Central, a moeda digital poderá ser trocada por papel-moeda e vice-versa, e o acesso a ela será feito por meio de carteiras virtuais em bancos e outras instituições financeiras. As plataformas de soluções que forem pioneiras e oferecerem serviços B2B para auxiliar bancos a captarem as oportunidades que surgirão com o Drex devem se destacar num futuro próximo.

Access to the full report requires a subscription to ISG Research. Please contact us for subscription inquiries.

Page Count: 33
QUESTIONS?
To purchase this product or for more information, please contact your account manager: